Empresas que buscam alcançar a excelência em seus processos tem a disposição diversos padrões, modelos e guias com boas práticas a serem seguidas. Mas nada melhor do que um prêmio para motivar essa busca. A competitividade é um elemento que pode trazer muitos resultados, principalmente se tratando do mercado americano.

Eis que surge então o Malcolm Baldrige National Quality Award (MBNQA). Isto mesmo, trata-se de um prêmio, e não apenas de um framework ou um guia de boas práticas. Um prêmio que foi criado em 1987 para reconhecer empresas americanas que se destacaram na implementação de sistemas da qualidade. É o prêmio máximo nos EUA no reconhecimento da excelência de práticas organizacionais (não de seus produtos ou serviços).

Mas como um prêmio americano pode interessar a organizações do resto do mundo? Bem, primeiramente, empresas americanas estão espalhadas pelo mundo, através de filiais, ou de aquisições, fusões e outras formas de atuação. Então indiretamente o alcance desse mercado é enorme. E também porque os critérios Malcolm Baldrige são comprovadamente eficazes no alcance da excelência nas práticas organizacionais. Assim, independente de resultar em um prêmio ou não, ajuda as organizações nos seus desafios nesta área.

Prêmio Nacional de Qualidade Malcolm Baldrige

Um total de 18 prêmios podem ser concedidos anualmente em seis categorias – manufatura, serviços, pequenas empresas, educação, saúde e organizações sem fins lucrativos. Dentro do limite geral de 18, não há limite para prêmios em categorias individuais. Para receber o prêmio, uma organização deve ter um modelo de gestão organizacional que garanta a melhoria contínua na entrega de produtos e/ou serviços, demonstre operações eficientes e eficazes e ofereça uma maneira de engajar e envolver seus clientes e outras partes interessadas.

Quais são os critérios de avaliação do Baldrige?

Os critérios de excelência de desempenho do Baldrige são uma estrutura que qualquer organização pode usar para melhorar o seu desempenho geral. Sete categorias compõem os critérios de avaliação:

  • Liderança – examina como executivos sêniores conduzem a organização e como a organização lida com suas responsabilidades para com o público e para com o ambiente em que ela está inserida.
  • Planejamento estratégico – examina como a organização define as direções estratégicas e como determina os principais planos de ação.
  • Foco no cliente – examina como a organização determina os requisitos e expectativas dos clientes e mercados, como constrói relacionamentos com os clientes, e como adquire, satisfaz e retém clientes.
  • Medição, análise e gestão do conhecimento – examina o gerenciamento, o uso efetivo, a análise e o aprimoramento de dados e informações para oferecer suporte aos principais processos da organização e ao sistema de gestão do desempenho da organização.
  • Foco da força de trabalho – examina como a organização permite que sua força de trabalho desenvolva todo o seu potencial e como a força de trabalho está alinhada com os objetivos da organização.
  • Gerenciamento de processos – examina aspectos de como os principais processos de produção/entrega e suporte são projetados, gerenciados e aprimorados.
  • Resultados – examina o desempenho e a melhoria da organização em suas principais áreas de negócios: satisfação do cliente, desempenho financeiro e de mercado, recursos humanos, desempenho de fornecedores e parceiros, desempenho operacional, governança e responsabilidade social. A categoria também examina o desempenho da organização em relação aos seus concorrentes.

Malcolm Baldrige e o PNQ

O prêmio americano serviu também de inspiração para outros prêmios locais. No Brasil por exemplo ele inspirou a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) na criação do Prêmio Nacional da Qualidade (PNQ). Os critérios no PNQ são baseados no Modelo de Excelência da Gestão (MEG), que também foi inspirado nos critérios do Baldrige. Perceba as semelhanças na imagem abaixo:

Modelo de Excelência da Gestão (MEG)
Modelo de Excelência da Gestão (MEG)

Obtendo resultados reais

Os critérios Malcolm Baldrige são usados ​​por milhares de organizações de todos os tipos para autoavaliação, treinamento e como uma ferramenta para desenvolver os seus processos de desempenho e de negócios. Para muitas organizações, o uso dos critérios de avaliação do Baldrige resulta em melhores relações com os funcionários, maior produtividade, maior satisfação do cliente, maior participação no mercado e maior lucratividade.

Os critérios também proporcionam às organizações uma oportunidade de integrar diversas estratégias de gestão em sua política estratégica. Não se trata de uma fórmula mágica, mas de um conjunto de esforços inclusive com o uso de outros modelos existentes (como ISO, Lean, Six Sigma, BSC, etc.) para proporcionar a entrega de produtos/serviços em constante melhoria, melhor eficácia e eficiência dentro da organização e oportunidades únicas de aprendizagem organizacional.

Tobias Schroeder

Autor

Tobias Schroeder

Especialista em Gestão Estratégica pela UFPR. Analista de negócios e mercado na SoftExpert, fornecedora de software para automação e aprimoramento dos processos de negócio, conformidade regulamentar e governança corporativa.

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