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COP 31: onde vai ser, quais as datas e tudo que você precisa saber sobre a Era da Implementação

COP 31: onde vai ser, quais as datas e tudo que você precisa saber sobre a Era da Implementação

Entenda como a conferência em Antália e a nova governança global exigirão dados auditáveis de sustentabilidade e maior transparência das empresas.

Publicado em 12/02/2026
12 min de leitura

A 31ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 31) será realizada na cidade de Antália, na Turquia, com as reuniões diplomáticas e os eventos acontecendo entre os dias 9 e 20 de novembro de 2026. A cúpula marca um momento crucial no calendário regulatório global, que será responsável por dar o tom para requisitos futuros de conformidade corporativa.

Numa estrutura inédita de governança, a Turquia vai agir como o país-anfitrião oficial, enquanto a Austrália vai assumir o papel de Presidente das Negociações. Esse modo de liderança compartilhada foi concebido para superar divisões diplomáticas e acelerar o consenso necessário para ações climáticas críticas.

A temática central da COP 31 está convergindo em direção ao que pode ser chamado de Era da Implementação: um período em que se redireciona o foco de promessas de longo prazo para ações monitoráveis e auditáveis.

Siga conosco para saber tudo sobre a COP 31, incluindo o impacto que as decisões tomadas na cúpula terão para o setor corporativo.

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Como funciona a estrutura inusitada da COP 31 

A conferência de 2026 será marcada por um acordo diplomático inédito, no qual as responsabilidades de governança ficam divididas entre duas nações diferentes. A Turquia será responsável por sediar fisicamente o evento e a Cúpula de Líderes Mundiais em Antália.

Enquanto isso, a Austrália terá autoridade exclusiva sobre o processo formal de negociação. E para lidar com as preocupações urgentes dos países mais vulneráveis à mudança climática, uma reunião especial pré-COP vai acontecer dentro da região do Pacífico.

Trata-se de uma decisão estratégica que busca destacar as ameaças existenciais que enfrentam estados insulares como Tuvalu e Papua Nova Guiné, garantindo que seus desafios mantenham-se centrais na agenda global.

A parceria entre Turquia e Austrália representa uma importante mudança, já que as economias das duas nações anfitriãs dependeram historicamente da exploração de recursos naturais e da indústria de combustíveis fósseis. O protagonismo desses dois países sinaliza uma abordagem pragmática à transição energética, sugerindo que até setores de alto consumo energético precisam se alinhar de forma veemente com as trajetórias de redução das emissões de carbono.

O acordo formal firmado na COP 30 de Belém determina uma divisão clara das responsabilidades para gerenciar complexas implicações logísticas e políticas:

  • Turquia (País-sede): responsável pela infraestrutura física em Antália, a Cúpula de Líderes Mundiais e tem o título formal de Presidente da COP 31.
  • Austrália (Presidente das Negociações): encarregada de liderar a agenda de negociações, redigir textos e selecionar cofacilitadores ministeriais para conduzir o consenso.
  • Região do Pacífico (anfitriã da pré-COP): receberá uma reunião dedicada para que líderes testemunhem em primeira mão os impactos climáticos e defendam o Pacific Resilience Facility.

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A agenda da COP 31 e a Era da Implementação 

A COP 31 promete definir como será a Era da Implementação, quando os governos precisarão deixar de definir metas meramente diplomáticas e começar a demonstrar resultados reais e tangíveis. Esta mudança é uma resposta direta ao Global Stocktake, plano da ONU que revelou lacunas significativas entre os compromissos atuais e as metas urgentes estabelecidas pelo Acordo de Paris.

O objetivo primário da conferência será promover uma avaliação rigorosa da próxima geração de Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs 3.0). Neste ponto, começa a recair uma pressão imensa sobre os governantes para apresentarem planos revisados que estejam alinhados com o limite de aumento de temperatura de 1,5 °C — antes que essa janela de oportunidade se feche para sempre.

Para o setor privado, esse comprometimento nacional intensificado inevitavelmente vai se traduzir em quadros regulatórios mais rígidos e maiores restrições operacionais. O que hoje são metas voluntárias de sustentabilidade vão se tornar requisitos obrigatórios de compliance no futuro, ao passo em que os países se movimentam para cumprir suas obrigações internacionais.

As principais prioridades da Era da Implementação incluem:

  • Redução comprovada das emissões: superar as promessas idealizadas de neutralidade de carbono para demonstrar reduções concretas e auditáveis, inclusive em cadeias de suprimento complexas.
  • Operacionalização do financiamento: garantir que a Nova Meta Coletiva Quantificada (NCQG) para o financiamento climático seja efetivamente implantada para apoiar os esforços de adaptação e mitigação.
  • Caminhos setoriais específicos: desenvolvimento de planos de ação práticos e vinculantes para que indústrias de alto nível de poluição possam transicionar do uso de combustíveis fósseis para fontes renováveis de forma justa e igualitária.

O sucesso desta fase de implementação depende inteiramente da capacidade de monitoramento do progresso com absoluta integridade de dados em todos os setores. Essa exigência de precisão abre caminho para novos mecanismos rigorosos de relatórios, como os Biennial Transparency Reports (BTRs), que serão centrais para as discussões técnicas da cúpula.

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O que são os BTRs (Biennial Transparency Reports)?

Estabelecido sob o Acordo de Paris, o Quadro de Transparência Reforçado (ETF, na sigla em inglês) introduz um rigoroso novo padrão de relatórios conhecido como Biennial Transparency Reports (BTRs), ou Relatórios de Transparência Bienais. Esses envios obrigatórios substituem os mecanismos anteriores de criação de relatórios, com o objetivo de incentivar os países a oferecerem dados granulares e comparáveis sobre seus inventários de gases poluentes e o progresso rumo às suas NDCs.

Com o primeiro ciclo do Quadro de Transparência Reforçado concluído em 2025, a COP31 será um teste crítico para fortalecer a prestação de contas global. Quando as delegações chegarem a Antália, o foco estará na implementação das lições dos primeiros relatórios bienais e na garantia de que o progresso climático nacional seja respaldado por dados robustos e verificáveis.

Essa mudança cria um efeito cascata imediato para o setor privado. Isso é especialmente o caso de indústrias de alto impacto, como Energia, Manufatura e Transporte. A tendência é que os governos enfrentem cada vez mais escrutínio frente ao resto do mundo, levando à aprovação de leis mais rigorosas para regular as empresas que operam dentro de suas fronteiras.

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Como posso preparar minha empresa para as demandas da COP 31?

As organizações agora devem se preparar para esse cenário, abandonado métodos de controle baseados em simples estimativas. A partir de agora, sua empresa precisa implementar sistemas de acompanhamento digitais robustos, capazes de monitorar o desempenho ambiental com precisão absoluta.

Soluções como o SoftExpert ESG enfrentam esse desafio ao centralizar indicadores complexos e automatizar os cálculos das emissões de gases de efeito estufa, garantindo a integridade dos dados necessária para a validação internacional.

Manter um estado de prontidão contínua para auditoria é uma demanda igualmente crítica para atender aos rigorosos padrões de transparência que devem definir a COP 31. Ao consolidar estruturas de conformidade como o GHG Protocol e a ISO 14001 em uma única estrutura de rastreabilidade, a plataforma da SoftExpert permite que as empresas monitorem riscos em tempo real e transformem métricas operacionais dispersas em evidências de sustentabilidade verificáveis.

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Como a gestão de ESG e EHS se liga a isso tudo?

Com as crescentes demandas de transparência está cada vez mais difícil de se gerir a sustentabilidade através de planilhas desconexas e estimativas manuais. A tendência é que se cobre que as organizações tragam dados verificáveis para comprovar suas afirmações sobre o tema.

Só assim que sua empresa ou órgão poderá satisfazer reguladores ou investidores mais exigentes, que buscam evidências concretas do seu impacto ambiental.

A gestão de SSMA (Saúde, Segurança e Meio Ambiente) passa a ser um pilar estratégico, demandando controles ambientais eficientes e protocolos de segurança rigorosos. Eles serão uma fonte de dados fundamentais para validar relatórios ESG de grande credibilidade.

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Como comprovar as metas Net Zero através de dados confiáveis?

Para setores que exigem altos investimentos, como manufatura e energia, o principal desafio reside em provar que as metas de Net Zero estão sendo atingidas com progresso mensurável. Caso contrário, todos vão assumir que suas declarações são mero marketing vazio.

As empresas devem demonstrar visibilidade total sobre sua pegada de carbono, exigindo tecnologia capaz de auditar fluxos complexos de dados em toda a cadeia de valor.

Para preencher a lacuna entre ambição e realidade, softwares robustos de gestão tornam-se essenciais para garantir a integridade dos dados e mitigar os riscos de greenwashing. Soluções como o SoftExpert Suite permitem que as organizações naveguem no rigoroso ambiente regulatório esperado em Antália, focando em três capacidades principais:

  • Rastreabilidade das emissões: acompanhar com precisão as emissões de Escopo 1, 2 e 3 para garantir que a contabilidade de carbono resista a auditorias externas.
  • Conformidade unificada: integrar o desempenho de EHS diretamente com os indicadores ESG para evitar silos de dados e assegurar consistência nos relatórios.
  • Mitigação de riscos: identificar proativamente lacunas na cadeia de suprimentos que possam levar a não conformidade ou a danos reputacionais sob os novos marcos internacionais.

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Conclusão

A conferência de 2026 em Antália vai representar um momento decisivo na diplomacia climática, caracterizado por uma estrutura de liderança única: Turquia como país-anfitrião e a Austrália como chefe das negociações. Essa configuração de governança marca uma transição global em direção ao pragmatismo, com o foco deixando de ser a negociação de textos e passando para a implementação de soluções concretas.

Com a chegada da Era da Implementação, vai acabando a tolerância para compromissos vagos e aumenta a pressão por uma responsabilização rígida e baseada em dados. Os governos e as indústrias devem se preparar para um cenário onde a credibilidade é medida apenas por desempenhos auditáveis frente a metas internacionais.

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No fim das contas, a COP 31 deve representar o marco de quando a transparência vai virar uma moeda não negociável para qualquer negócio global. Os líderes agora devem lidar com uma pergunta crítica: minha organização realmente está pronta para reportar os dados de sustentabilidade com confiança absoluta?

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Perguntas frequentes – COP 31

A seguir, você encontra as respostas para as principais perguntas sobre a COP 31.

Onde e quando acontecerá a COP 31?

A conferência será realizada em Antália, na Turquia. As reuniões diplomáticas e eventos principais estão agendados para ocorrer entre os dias 9 e 20 de novembro de 2026.

Quem está organizando a COP 31?

O evento terá uma governança inédita e compartilhada. A Turquia será a anfitriã oficial e presidirá a conferência, enquanto a Austrália atuará como Presidente das Negociações. Além disso, a região do Pacífico sediará uma reunião especial pré-COP.

O que significa a Era da Implementação na sustentabilidade?

É o tema central esperado para a COP 31, marcando a mudança do foco diplomático de fazer promessas para entregar resultados. O objetivo é garantir que os acordos climáticos saiam do papel através de ações monitoráveis, auditáveis e com dados reais.

O que são os BTRs e por que são importantes?

Os Biennial Transparency Reports (BTRs) são novos relatórios obrigatórios exigidos pela ONU. Eles substituem estimativas vagas por dados granulares e verificáveis sobre emissões, obrigando os países a provarem seu progresso climático com evidências concretas.

Como a COP 31 impacta as empresas?

Com os governos sob pressão para cumprir metas globais, as regulações locais ficarão mais rígidas. O que hoje são metas voluntárias de ESG se tornarão obrigações de compliance, exigindo que as empresas tenham dados auditáveis sobre suas emissões e impacto ambiental.

Qual é o papel da Austrália no evento?

A Austrália possui autoridade exclusiva sobre as negociações formais. Seu papel é liderar a agenda, redigir os textos dos acordos e buscar o consenso diplomático entre as nações, focando em uma transição energética pragmática.

Como minha empresa deve se preparar para as novas exigências?

As organizações precisam abandonar o uso de planilhas manuais e adotar softwares de gestão robustos. É essencial ter sistemas capazes de rastrear emissões e indicadores ESG com precisão absoluta para resistir a auditorias e evitar o greenwashing.

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