A acreditação de instituições de saúde é constituída de um sistema de avaliação e certificação do nível de qualidade de serviços de saúde por meio de um processo voluntário, periódico e reservado. Trata-se de uma ação complexa que envolve pessoas, processos e cultura organizacional.

Uma instituição de saúde acreditada oferece para o paciente a confiabilidade de que a assistência prestada a ele está dentro de padrões rígidos de segurança que são reconhecidos internacionalmente. Além disso promove credibilidade e confiança também para os profissionais de saúde que trabalham nela.

Em busca de uniformidade, a acreditação propicia às instituições uma padronização tanto nos processos de assistência como nos administrativos, alcançando a qualidade e a segurança dos pacientes.

Organização Nacional de Acreditação (ONA)

A Organização Nacional de Acreditação (ONA) é uma entidade não governamental, sem fins lucrativos que, desde 1999, atua para que instituições de saúde no Brasil adotem práticas de gestão e assistenciais e conquistem uma melhoria contínua de segurança e cuidado para o paciente. Além de referência nacional, os padrões ONA são reconhecidos internacionalmente. Atuando ao lado de organizações que promovem a qualidade da saúde em outros países, a ONA é membro da International Society for Quality in Health Care (ISQua).

Os padrões ONA podem ser adotados por diversas instituições de saúde, sendo elas:

  • Hospitais
  • Ambulatórios
  • Laboratórios
  • Serviços de Pronto Atendimento
  • Home Care
  • Serviços Oncológicos
  • Serviços de Medicina Hiperbárica
  • Serviços de Hemoterapia
  • Serviços de Nefrologia e Terapia Renal Substitutiva
  • Serviços de Diagnóstico por Imagem, Radioterapia e Medicina Nuclear
  • Serviços Odontológicos
  • Serviços de Processamento de Roupas para a Saúde
  • Serviços de Dietoterapia
  • Serviços de Manipulação
  • Serviços de Esterilização e Reprocessamento de Materiais

Instituição Acreditadora Credenciada (IAC)

Uma organização para ser acreditada pela metodologia ONA deve procurar uma instituição acreditadora credenciada, conhecida como IAC. Atualmente existem apenas seis delas no Brasil. Para obter os melhores padrões na saúde, a ONA faz um credenciamento dessas instituições que devem utilizar como referência as diretrizes do Sistema Brasileiro de Acreditação e o Manual Brasileiro de Acreditação. É possível verificar a lista das IACs através do site oficial da ONA ou clicando diretamente aqui.

As IAC´s são responsáveis ainda por promover atividades educativas que divulguem os processos de acreditação e certificação além de capacitar seus avaliadores de acordo com o padrão ONA. Elas não podem, entretanto, exercer atividade de consultoria, sendo apenas essa relação como instituição acreditadora x instituição de saúde.

Níveis de acreditação

A metodologia ONA possui níveis de acreditação (I,II e III) com o intuito de amadurecer os processos das organizações, construindo uma cultura de qualidade e segurança do paciente. Em cada visita de acreditação é emitido um relatório técnico referente aos apontamentos levantados in loco.

  • Nível I: Acreditado – Instituições que atendem os critérios de segurança e foco na segurança do paciente em todas as áreas de atividade. Incluindo aspectos estruturais e assistenciais. Cumprem ou superam, em 70% ou mais, os padrões de qualidade e segurança definidos pela ONA. O certificado aqui é válido por dois anos.
  • Nível II: Acreditado pleno – Além de atender os critérios de segurança, apresenta ainda uma gestão integrada, com os processos ocorrendo de maneira fluida e plena comunicação entre as atividades. Certificado aqui também é válido por dois anos.
  • Nível III: Acreditado com excelência – Possui culturas organizacionais voltada para melhorias contínuas dos processos, indicadores de acompanhamento e autoavaliação. O certificado é válido por três anos.

A instituição de saúde pode realizar uma avaliação primária conhecida como diagnóstico organizacional (DO) que também é efetuada pelas IACs. Essa análise é executada nos mesmos princípios de uma auditoria de acreditação, entretanto é utilizada apenas para níveis de verificação interna. No fim da avaliação, é emitido um relatório onde é pontuado o que a organização precisa melhorar para alcançar o Nível I. Dessa forma, ela poderá otimizar seus recursos e o seu tempo focando no necessário para sua acreditação.

O método de avaliação para acreditação não tem caráter fiscalizatório e constitui, essencialmente, em um programa de educação continuada das organizações prestadoras de serviços de saúde, revisto periodicamente, principalmente, com objetivo de estimular a melhoria contínua.

Como em qualquer empresa que preza e cultua a qualidade, possíveis erros nas instituições de saúde são avaliados e apontados por meio de investigações padrões a fim de diminuir o risco desses eventos ocorrerem. Entretanto, caso ele venha acontecer, uma nova investigação é executada para inclusão de novas barreiras e ações para diminuir o risco do evento se suceder novamente. Tudo isso seguindo padrões de qualidade de investigações de não conformidades.

Além de arcar com as taxas de visita de acreditação ONA e das taxas de manutenção dessa certificação, para uma empresa obter o certificado, ela deve seguir alguns requisitos obrigatórios:

  1. Estar construída há pelo menos 1 ano;
  2. Possuir alvará de funcionamento;
  3. Possuir licença sanitária e todas as demais licenças exigidas de acordo com a atividade que realiza;
  4. Possui registro do responsável técnico, segundo o perfil da instituição.

Desafios

A acreditação, por si só, já é um grande desafio para as instituições de saúde, entretanto, ter uma liderança altamente comprometida é essencial para construir uma cultura organizacional e este é um obstáculo recorrente nas empresas. Uma liderança engajada garante que todos os funcionários estarão cientes da importância e significância de uma acreditação, além das mudanças que poderão ocorrer na organização a fim de obtê-la. Pessoas motivadas para aderirem ao processo de certificação, resulta em uma cultura de melhoria contínua dos seus serviços, e esse engajamento deve partir da liderança.

A falta de comunicação durante o processo, a cobrança sem a devida orientação, a falta de comprometimento e envolvimento da equipe, a escassez de recursos, a falta de flexibilidade na cultura e a insegurança e o estresse nos profissionais de saúde são outros dos principais desafios encontrados na implantação da acreditação hospitalar.

Benefícios de uma acreditação ONA

O alcance de uma gestão de qualidade eficaz por meio da acreditação nas instituições de saúde é essencial para garantir as boas práticas tanto nos processos de assistência como nos processos administrativos.

Seguir os padrões da ONA assegura aos pacientes maior satisfação com os tratamentos e procedimentos realizados. Como são instituições que lidam com a vida das pessoas, torna-se um selo importante, uma garantia de que os pacientes vão receber um atendimento seguro e de excelência.

Além disso, internamente, a acreditação favorece uma maior integração entre todos os setores promovendo uma melhor qualidade de vida e produtividade no ambiente de trabalho, além de uma menor probabilidade de acidentes trabalhistas. Durante o processo para a obtenção de um certificado, acabam ocorrendo mudanças na cultura organizacional, incentivando os colaboradores a identificar erros e riscos, atuar de acordo com as boas práticas e aperfeiçoar o atendimento ao público

Como a SoftExpert pode ajudar?

Como já detalhado anteriormente, obter uma acreditação nos padrões da ONA representa uma série de desafios para todas as instituições. No entanto, com o suporte tecnológico adequado, todo o processo pode se tornar mais simples e rápido. Atualmente, existem soluções em software que permitem tratar os principais aspectos exigidos pela resolução em um único ambiente de trabalho. Um exemplo é o SoftExpert Excellence Suite, uma solução corporativa completa para a gestão integrada da conformidade, inovação e transformação digital.

A plataforma conta com aplicações interconectadas que promovem o trabalho colaborativo e substituem diversos sistemas de gestão isolados que endereçam apenas pontos específicos do negócio. Desta forma, é possível gerenciar as principais as diretrizes do Sistema Brasileiro de Acreditação e do Manual Brasileiro de Acreditação e, ao mesmo tempo, evitar a inconsistência das informações, perdas por ineficiência, erros causados por duplicidade de funções e falta de visibilidade.

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Camilla Christino

Autor

Camilla Christino

Camilla Christino é Analista de Negócios da SoftExpert, formou-se em Engenharia de Alimentos no Instituto Mauá de Tecnologia. Detém sólida experiência na área de qualidade em indústrias de alimentos com foco em acompanhamento e adequações de processos de auditorias interna e externa,documentação do sistema de gestão da qualidade (ISO 9001, FSSC 22000, ISO/IEC 17025), Controle da Qualidade, Assuntos Regulatórios, BPF, APPCC e Food Chemical Codex (FCC). Ela também é certificada como auditora líder na norma ISO 9001:2015.

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