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AI Data Governance for Executives: What Role the C-Suite Plays in the Responsible Adoption of Emerging Technologies 

AI Data Governance for Executives: What Role the C-Suite Plays in the Responsible Adoption of Emerging Technologies 

To avoid sanctions and maximize efficiency, leaders must ensure the quality, security, and compliance of data used by AI.

Published in 01/13/2026
14 min of reading

Em um momento de rápida transformação digital, executivos de empresas enfrentam o desafio de equilibrar a inovação com a gestão de riscos. Por isso, as organizações vêm investindo cada vez mais em Inteligência Artificial (IA): segundo a McKinsey, cerca de 65% das companhias já usam IA generativa em alguma área do negócio; no entanto, somente 5% dessas empresas já atribuem retornos financeiros significativos (mais de 10% do EBIT) ao uso eficaz da IA. 

Isso indica que o potencial dessa tecnologia pode ser perdido sem uma governança sólida dos dados. Não é à toa que 70% dos líderes identificam a falta de processos formais de governança de dados como uma barreira importante na jornada de IA. 

Por isso, cabe ao C-Level estabelecer um framework de data governance robusto e integrado, garantindo a qualidade, segurança e conformidade dos dados desde o início das iniciativas de Inteligência Artificial. Continue lendo e entenda como aplicar essa estratégia na operação da sua empresa. 

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O que é data governance? 

Data governance (ou governança de dados) refere-se ao conjunto de práticas, políticas e processos que regulam como os dados são gerenciados ao longo de todo o seu ciclo de vida. Em essência, é uma disciplina voltada para assegurar a integridade, segurança e qualidade dos dados corporativos. 

É por isso que adotar um programa de governança eficaz mantém os dados seguros e de alta qualidade, permitindo que fluam de forma confiável pelas ferramentas e áreas da empresa. 

Na prática, isso envolve: 

  • estabelecer padrões, como formatos de dados e controles de acesso; 
  • definir procedimentos de auditoria; 
  • atribuir responsabilidades, desde um comitê executivo de governança até proprietários e administradores de dados. 

O principal ponto é organizar um comitê diretor de governança de dados composto por executivos da alta direção que definem a estratégia geral do programa de data governance. Devem estar entre os objetivos desse comitê: 

  • melhorar a qualidade dos dados; 
  • reduzir silos de informação; 

Em suma, a governança de dados transforma dados brutos em ativos confiáveis, apoia decisões estratégicas e sustenta a inovação organizacional. 

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A relação entre data governance e IA 

Na era da Inteligência Artificial, a governança de dados atua como alicerce da tecnologia. Dados de alta qualidade – precisos, completos, consistentes e atualizados – são essenciais para alimentar modelos de IA confiáveis. Sem uma base bem governada, cresce o risco de inferências erradas, viesadas ou instáveis

Portanto, a falta de controles de qualidade pode comprometer a eficácia dos sistemas de IA, prejudicar decisões críticas e afetar a credibilidade da empresa. Além disso, ambientes que usam essa tecnologia em larga escala exigem mecanismos formais de rastreabilidade e catalogação dos dados, que são fundamentais para manter a integridade do ciclo de vida dos dados desde a origem até o uso final dos modelos. 

Ou seja, a governança de dados é essencial, pois os dados são constantemente reutilizados e retroalimentados. Outro aspecto-chave é a conformidade regulatória e ética. Normas como LGPD/GDPR não apenas protegem dados pessoais, mas também impõem transparência em decisões automatizadas. 

A governança de dados fornece a base documental e processual para registrar consentimentos, anonimizar informações e explicar critérios de segmentação e decisões dos modelos. Dessa forma, permite responder a auditoriasgerenciar riscos legais e garantir responsabilidade (accountability) no uso da IA. 

Finalmente, a governança de dados atua proativamente na mitigação de riscos sociais e éticos. Diretrizes claras de diversidade e testes de equidade nos dados de treinamento ajudam a identificar e evitar padrões discriminatórios herdados de dados históricos. 

Portanto, em vez de atuar na correção de problemas após seu impacto, as boas práticas de governança estabelecem diretrizes de qualidade, diversidade e representatividade desde o início do pipeline de dados. Por isso, a data governance para IA é um pilar indispensável para que a tecnologia gere valor de forma confiável e responsável. 

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Quais decisões o C-Level precisa tomar para uma boa data governance de IA? 

Executivos de alto escalão devem liderar a definição da estratégia para o uso responsável da IA. Entre as principais decisões para estruturar essa abordagem estão: 

Alinhar a IA aos objetivos do negócio 

Gestores devem conectar projetos de dados e IA às metas corporativas. Isso significa demonstrar como esses projetos impulsionam a eficiência operacional, crescimento de receita e mitigação de riscos. 

Em vez de focar apenas em tecnologia, a liderança deve entender e comunicar o valor de negócio que a Inteligência Artificial pode trazer, reforçando seu papel estratégico em todas as áreas. 

Estruturar a governança organizacional 

É fundamental nomear lideranças e comitês responsáveis para orquestrar o projeto. Por exemplo, as empresas podem criar cargos como Chief Data Officer ou Chief AI Officer, e montar comitês executivos de governança de dados com membros do C-Level (como CIO, CFO, COO e líderes de compliance/riscos). 

O papel desses comitês será definir políticas, aprovar diretrizes e decidir sobre conflitos envolvendo dados e Inteligência Artificial. Ao distribuir responsabilidades de forma clara, você evita decisões unilaterais e fortalece a supervisão executiva. 

Definir políticas e controles robustos 

Essas políticas norteiam a aprovação de normas internas de qualidade, privacidade, segurança e compliance. Por isso, é fundamental estabelecer padrões de desenvolvimento e uso da IA (incluindo auditoria algorítmica), além de métricas para monitorar o cumprimento dessas políticas. 

Alguns exemplos de medidas comuns são prever guardrails éticos (por exemplo, exigindo explicabilidade dos modelos) e incluir fluxos de revisão contábil e de segurança desde o início do projeto. 

Capacitar pessoas e cultura de dados 

De nada adianta criar diretrizes e normas internas se não houver investimento em treinamento e comunicação. Portanto, os executivos devem promover iniciativas de data literacy, garantindo que equipes técnicas e de negócios compreendam o uso correto das ferramentas (como CRMs) e sigam as boas práticas de governança. 

Treinar internamente e envolver colaboradores é vital para manter a qualidade dos dados operacionais. As liderenças devem, portanto, patrocinar campanhas educativas sobre ética e privacidade de dados, criando uma cultura organizacional orientada por dados confiáveis e pela melhoria contínua

Também cabe aos gestores C-Level avaliar investimentos necessários para suportar essas iniciativas. Adotar plataformas integradas de gestão facilita muito esse processo. 

Uma solução de GRC, por exemplo, unifica governança, riscos e conformidade em um único sistema. Isso ajuda a consolidar políticas, monitorar controles e gerenciar auditorias de dados e IA de forma integrada. 

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Como integrar a data governance de IA ao sistema de gestão corporativa 

A data governance de IA deve ser parte integrante do sistema de gestão da empresa, não um esforço isolado. Para isso, recomenda-se alinhar as iniciativas de governança de dados aos frameworks existentes (como sistemas de gestão da qualidade, compliance e TI). Entre os elementos estruturantes dessa conexão, destacam-se: 

  • Abrangência dos dados: definir claramente quais dados serão geridos, como dados mestres, transacionais, operacionais, analíticos, Big Data, entre outros. Isso garante que não haja lacunas entre áreas e que todas as informações críticas sejam consideradas. 
  • Organização interna: estabelecer papéis e responsabilidades bem definidos. Líderes de dados, equipes de TI, patrocinadores executivos e demais stakeholders devem ter atribuições alinhadas, supervisionadas pelo comitê estratégico. 
  • Normas e políticas: documentar as diretrizes claras sobre o tratamento de dados, descrevendo formatos, critérios de qualidade, classificação de confidencialidade, controles de acesso, segurança e privacidade. Essas instruções devem refletir exigências legais e obrigações internas e ser comunicadas a todos da empresa. 
  • Monitoramento e indicadores: estabelecer métricas (KPIs) e processos de auditoria interna para avaliar a eficácia da governança de dados de IA. Use ferramentas de gestão (como dashboards executivos) para acompanhar indicadores de qualidade e conformidade em tempo real, assim embasando decisões, melhorias e mudanças em informações ricas e atualizadas. 

Para uma operação ainda mais eficiente, busque incorporar os controles e processos relacionados à IA aos manuais de gestão e de sistemas de ERP/GRC da empresa. Soluções de tecnologia, como catálogos de dados, plataformas de metadados e ferramentas de controle de qualidade, devem integrar-se ao ambiente já existente da sua empresa, assim facilitando a incorporação e o uso de novas ferramentas/metodologias. Softwares de GRC (Governança, Riscos e Compliance) consolidados permitem mapear a governança de dados no mesmo sistema de controles internos. 

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Quais são os KPIs de data governance da IA? 

Para medir a eficácia da governança de dados de IA, é essencial definir indicadores de desempenho claros. Abaixo, você conhece alguns KPIs que se adaptam à maioria das operações e mercados de atuação: 

  • Índice de qualidade dos dados por domínio: mede atributos como precisão, completude e consistência dos dados em cada área do negócio. 
  • Tempo médio para resolução de incidentes de dados: avalia a eficiência em corrigir erros ou problemas identificados. 
  • Nível de aderência às políticas definidas: percentagem de processos que seguem as regras de governança estabelecidas. 
  • Cobertura de dados classificados e catalogados: representa a proporção de ativos de dados documentados em catálogos ou bancos de metadados. 

Esses indicadores ajudam a monitorar o progresso do programa de governança e a justificar investimentos futuros. Além disso, acompanhar métricas-chave traz vantagens como: 

  • redução de erros; 
  • redundâncias nos dados; 
  • diminuição de custos via maior eficiência, consistência e integridade dos dados; 
  • aumento no nível de capacitação dos colaboradores para o uso de novas tecnologias de forma responsável e eficaz. 

No contexto da Inteligência Artificial, você pode incluir outros KPIs específicos, como: 

  • número de modelos auditados; 
  • detecção de viés; 
  • eficácia das correções de qualidade; 
  • retorno sobre o investimento (ROI) em projetos de IA. 

O importante é acompanhar tanto a qualidade dos dados de entrada quanto o impacto (sejam positivo e/ou negativo) gerado pelas aplicações de IA. 

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Como conselhos e comitês devem acompanhar riscos e controles? 

Os conselhos de administração e comitês internos precisam supervisionar de perto o programa de data governance de IA. Entre as práticas recomendadas estão: 

  • Conselho de Governança de Dados: formar um comitê com membros do C-Level de diversas áreas. Ele geralmente inclui diretores ou vice-presidentes que definem a estratégia global de governança. Além disso, inclua também o CDO, CIO, CFO, COO e líderes de compliance/riscos. Esse conselho fixa diretrizes e autoriza investimentos em dados, garantindo visão de longo prazo. 
  • Comitês de IA e Auditoria: criar comitês dedicados a projetos de IA com instâncias que devem avaliar riscos específicos da tecnologia (técnicos e éticos) e integrar recomendações ao conselho principal. 
  • Papéis de risco e compliance: os conselhos de auditoria e riscos devem incorporar análises de Inteligência Artificial em suas agendas. Assim, os diretores de IA, de governança/riscos, de privacidade (e inclusive representantes da área jurídica) podem deliberar sobre o uso responsável da ferramenta. Dessa forma, é possível alinhar a estratégia de IA aos controles internos e regulamentações externas – como a ISO 42001 e a ISO 27001, por exemplo. 
  • Estabelecimento de guardrails: por fim, conselhos devem criar políticas de supervisão contínua. Para isso, implemente guardrails (diretrizes rígidas) que garantam transparência e mitigação de riscos. Isso inclui exigir auditorias regulares de modelos, revisões de conformidade e relatórios públicos sobre impactos da IA. O objetivo é proteger valores éticos e confiança dos stakeholders. 

Em resumo, a data governance de IA deve ser acompanhada pelos níveis mais altos da empresa. Conselhos fortalecidos em expertise tecnológica e comitês estruturados garantem que riscos sejam detectados cedo e que controles internos evoluam conforme a tecnologia avança. 

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Conclusão 

A adoção responsável de IA depende de uma base sólida de data governance encabeçada pela liderança. A governança de dados se provou essencial para extrair valor das tecnologias emergentes, mitigando riscos de compliance, cybersegurança e reputacionais. 

Executivos devem, portanto, atuar estrategicamente: alinhando Inteligência Artificial às metas corporativas, estruturando políticas claras, capacitando a organização e instituindo mecanismos rigorosos de supervisão. Em última análise, a cultura de governança deve permear toda a organização, transformando dados e IA em fonte de vantagem competitiva sustentável. 

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FAQ — Data governance de IA para executivos

1. O que é “data governance”? 

Modelos de IA dependem de dados de qualidade. Sem governança, aumenta o risco de vieses, decisões incorretas, falhas de compliance e perda de confiança. Data governance oferece rastreabilidade (data lineage), catalogação e controles que tornam a IA auditável, explicável e alinhada a requisitos legais e éticos. 

3. Qual a responsabilidade do C-Level na governança de dados para IA? 

Cabe ao C-Level:

– patrocinar e aprovar a estratégia de data governance; 
– alocar orçamento e recursos; 
– definir estrutura organizacional e papéis (CDO, Chief AI Officer, data owners); 
– aprovar políticas de qualidade, privacidade e segurança;
– promover cultura de data literacy na empresa. 

4. Quais decisões estratégicas o C-Level precisa tomar primeiro? 

– alinhar iniciativas de IA aos objetivos de negócio; 
– estabelecer um comitê executivo de governança; 
– decidir o modelo organizacional de dados (centralizado, federado ou data mesh); 
– aprovar políticas-chave (acesso, classificação, anonimização); 
– destinar orçamento para tecnologia e capacitação. 

5. Como integrar data governance ao sistema de gestão corporativa (GRC, SGQ, ERP)? 

Integre políticas, controles e indicadores de data governance aos frameworks existentes (GRC, SGQ, ERP). Use catálogos de dados e plataformas de metadados que se conectem ao ERP/GRC para possibilitar auditoria, relatórios executivos e automação de workflows. 

6. Quais são os papéis essenciais na governança de dados? 

Principais papéis:

– Conselho/Comitê Executivo de Governança (nível estratégico), 
– CDO/Chief AI Officer (liderança), Data Owners (responsáveis pelos domínios),
– Data Stewards (operacional), 
– equipes de TI/Data Engineering, Jurídico e Compliance, 
– auditores internos. 

7. Que políticas mínimas devo implementar imediatamente? 

Políticas essenciais: 

– classificação e sensibilidade de dados; 
– controles de acesso e autenticação; 
– políticas de retenção e descarte; 
– requisitos de qualidade (formatos, completude); 
– processos de anonimização/pseudonimização; 
– critérios de auditoria para modelos de IA. 

8. Quais KPIs acompanhar para medir a eficácia da data governance? 

KPIs recomendados:

– índice de qualidade dos dados por domínio; 
– tempo médio de resolução de incidentes de dados; 
– cobertura de dados catalogados; 
– percentual de aderência a políticas; 
– número de modelos auditados; 
– detecções de viés; 
– ROI de projetos de IA relacionados à qualidade dos dados. 

9. Como o conselho de administração deve acompanhar riscos de IA? 

O conselho deve incluir IA e dados na agenda regular, receber relatórios de riscos e KPIs, exigir auditorias periódicas de modelos e dados, e manter comitês especializados (Riscos, Auditoria, Ética). É importante que o conselho tenha acesso a informações traduzidas em impacto de negócio. 

10. Quais são as principais barreiras e como vencê-las? 

Barreiras comuns:

– silos organizacionais, baixa qualidade de dados, falta de cultura de dados e recursos insuficientes. 

Como superar: 

– governança executiva, programas de data literacy, pilotagem com ROI claro, e investimento em plataformas que automatizem catalogação e controle. 

11. Qual a relação entre data governance e conformidade (LGPD, GDPR, ISO)? 

Data governance operacionaliza requisitos legais (LGPD/GDPR) e normas de segurança (ISO 27001, ISO 42001), ao documentar consentimentos, controlar acessos, garantir anonimização e fornecer evidências para auditorias e processos regulatórios.

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