Imagine que você está dirigindo em uma estrada e usando um GPS. O velocímetro do carro mostra que você trafega a 120 km/h e o GPS indica um radar de 80 km/h à sua frente. O que você faz? Reduz a velocidade, certo?

Reflita comigo:

  1. Como você saberia em que velocidade estava se não tivesse o velocímetro do carro?
  2. Por que você reduziria a velocidade se não tivesse o GPS informando sobre o radar à frente?

Sem o GPS você não saberia se precisa acelerar ou reduzir, se está perto ou longe do seu destino.

O mesmo acontece com os negócios. O carro é a empresa, o velocímetro é a gestão à vista e o GPS é o propósito da gestão à vista, que é dar direcionamento.

Vamos a outra reflexão:

Agora, imagine se o velocímetro desse carro apresentasse apenas informações passadas, por exemplo, a velocidade que você trafegou no dia anterior.

Você seria alertado pelo GPS sobre o radar de 80 km/h, olharia no seu velocímetro e estaria escrito: “Ontem trafegamos a uma média de 100 km/h”.

Você se questionaria: Mas em que velocidade estou agora? Preciso frear ou acelerar?

Observe que essa informação velha não serve pra nada, certo?

O mesmo acontece com gestão à vista, ou seja, gestão à vista não deve ser um quadro de recados. Mas sim, uma ferramenta com informações reais e de preferência em tempo real para orientar e engajar a equipe.

Você deve estar se perguntando:

Muda algo se meu colaborador acompanhar os dados da empresa? Consigo otimizar os processos apenas apresentando os dados de performance da organização?

Pode acreditar que sim!

Por isso, é tão importante aplicar a gestão à vista nas organizações. Com ela diversos problemas podem ser evitados e melhorias podem ser feitas.

A gestão à vista surge para facilitar e otimizar os processos, além de melhorar as estratégias de gestão de pessoas que já existem. A ferramenta e a prática aumentam a motivação e a autogestão dos funcionários, além de trabalhar o engajamento das equipes.

Para isso, listamos algumas sugestões para você aplicar aí na sua empresa:

1) Reunião semanal/quinzenal de acompanhamento com as áreas:

Nessa reunião os gestores apresentam e discutem os indicadores com toda a equipe. É um formato de checkpoints das RNCs, apresentando os número e indicadores:

  • Onde estamos;
  • Onde deveríamos estar;
  • Onde queremos estar.

Dessa forma todos podem visualizar o quão perto ou quão longe estão dos objetivos e juntos discutirem o que fazer para alcançar o proposto.

2) Metas

Traçar metas para a fábrica e deixar a gestão à vista sempre atualizada para que a equipe saiba o quanto precisa entregar para ficar dentro da meta.

Com o software para Gestão de Ocorrências da SoftExpert é possível criar portais de acompanhamento de RNC’s e deixar em modo apresentação, com isso os gráficos e dashboards são acompanhados por toda a fábrica em tempo real por meio de uma TV fixada na parede, por exemplo. Essa prática aumenta a motivação e a autogestão dos funcionários, além de trabalhar o engajamento das equipes. Além disso, quando as informações estão facilmente disponíveis, as pessoas recebem mais autonomia para tomar decisões – o que impacta positivamente na satisfação pessoal dos seus colaboradores.

3) Campanhas de engajamento

É importante que todas as áreas da empresa compreendam a importância da qualidade. Qualidade resulta em clientes satisfeitos, clientes satisfeitos resultam em mais faturamento para a empresa, mais faturamento resulta em sucesso. Experimente apresentar os impactos de uma má gestão da qualidade para a diretoria e as outras áreas, a fim de buscar apoiadores e trace metas. Por exemplo: Se a meta é ficar abaixo de 50 RNCs no mês, sendo atingida todos recebem uma premiação/bonificação, que pode ser em forma de benefício como um adicional no vale alimentação, por exemplo.

Você deve estar se perguntando como aprovar isso com a diretoria, certo?

Apresentando que o valor pago em bonificações é investimento, não custo. Investimento tem retorno. Custo não.

A empresa estará investindo para estimular o senso de responsabilidade dos colaboradores, disseminando a cultura de qualidade.

Para aprovar isso com a diretoria o gestor pode converter todos os custos de retrabalho, refugos e desperdícios da produção em reais $$$, e mostrar que mesmo pagando a bonificação sairá mais barato para a empresa e a médio prazo a equipe estará motivada e se autogerindo.

Os colaboradores querem ser capazes de tomar suas próprias decisões e saber como seus esforços estão ajudando a empresa a alcançar seus objetivos estratégicos.

Exibir nas paredes da empresa informações contextualizadas para cada departamento irá motivar as equipes a trabalhar na busca para reduzir ainda mais os indicadores que estão fora do proposto.

Com as metas à vista, a motivação e a dedicação para cumpri-las aumenta significativamente.

Além disso, será possível agir rapidamente na correção de desvios, ajustes de processos ou falhas na operação, minimizando a lacuna entre meta e resultado.

Espero que com as dicas mencionadas neste artigo você consiga aplicar a gestão à vista e se beneficiar com esta metodologia. Seja para mostrar as informações estratégicas, status dos projetos, índices ou para ajudar na gestão de pessoas.

A gestão à vista também transforma o compartilhamento de informações em um hábito constante da empresa, que aos poucos se torna parte da cultura.

Acredite, só temos a ganhar quando os colaboradores se envolvem no negócio, se aprofundam sobre como funcionam os processos e entendem o impacto de seus atos no todo.

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Jeferson Santos

Autor

Jeferson Santos

Especialista em Qualidade. Analista de comercial na SoftExpert, fornecedora de softwares e serviços para automação e aprimoramento dos processos de negócio, conformidade regulamentar e governança corporativa.

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