Automotive Industry Action Group (AIAG) e German Association of Automotive Industry (VDA) são as referências máximas quando se fala em regulamentação e boas práticas na indústria automotiva. Mas nem sempre elas falam a mesma língua. O FMEA (Failure Mode and Effect Analysis) é um dos assuntos onde há diferentes entendimentos. Mas 2018 é o ano da mudança, o ano da harmonização, você sabe por quê?

Depois de muitos anos de discussões a respeito de divergências de aplicação e metodologia do FMEA, a 5ª edição será lançada harmonizando as práticas entre o AIAG e a VDA. Foram 3 anos de trabalho conjunto que resultaram em mudanças significativas que vão afetar diretamente empresas de toda a cadeia do setor automotivo.

Vale ressaltar que essa mudança já era esperada há muito tempo, principalmente pelas empresas que prestam serviços em vários mercados e precisavam ter seus processos validados em mais de um padrão. Gerando custos e esforços dobrados.

FMEA 5ª edição – As principais mudanças

O processo revisado de FMEA está agora representado em 6 etapas

Etapa 1: Definição do escopo e planejamento do projeto
Etapa 2: Análise de estrutura
Etapa 3: Análise de função
Etapa 4: Análise de recurso
Etapa 5: Análise de risco
Etapa 6: Otimização

FMEA-MSR

Um novo método foi adicionado e chamado de FMEA-MSR (FMEA for Monitoring and System Response). O FMEA-MSR é destinado a manter um estado seguro (por exemplo, segurança) ou estado de conformidade regulatória (por exemplo, ambiental) durante a operação do cliente.

RPN não é mais tão importante

Essa mudança pode causar espanto, pois este elemento sempre foi considerado a pedra angular do FMEA, mas o RPN (Risk Priority Number) teve seu peso rebaixado. O principal elemento agora é o AP (Action Priority). O AP não é a prioridade do risco, mas sim a prioridade da ação (alta, média ou baixa) para reduzir o risco de falha no funcionamento conforme pretendido.

Atualização das tabelas de pontuação

Severidade, Ocorrência e Detecção tiveram seus critérios revisados visando garantir a harmonização entre os modelos.

Dois tipos de ação recomendada

A também conhecida “Ação recomendada” da 4ª edição foi alterada para duas colunas: “Ação preventiva” e “Ação de detecção”.

As mudanças acima listadas não são as únicas, afinal de contas, o Red Print (versão final) ainda não se encontra disponível (mas deve ocorrer ainda em 2018). Contudo, os workshops de discussão e as versões draft já são suficientes para que as empresas comecem a se movimentar e a rever seus processos.

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Tobias Schroeder

Autor

Tobias Schroeder

Especialista em Gestão Estratégica pela UFPR. Analista de negócios e mercado na SoftExpert, fornecedora de software para automação e aprimoramento dos processos de negócio, conformidade regulamentar e governança corporativa.

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