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O que é governança de IA e quais são as tendências para o futuro da área

O que é governança de IA e quais são as tendências para o futuro da área

Diante de novas leis e riscos reputacionais, framework robusto se torna crucial para inovar com IA e manter a confiança do mercado.

Publicado em 08/01/2026
20 min de leitura

Governança de IA se refere ao conjunto de processos, políticas, estruturas e ferramentas que uma organização implementa para garantir que seus sistemas de Inteligência Artificial (IA) são desenvolvidos e usados de maneira responsável, segura e em conformidade com as legislações. Para além de tratar da tecnologia, essa é a área do conhecimento onde se determinam os responsáveis por garantir a transparência e os controles necessários da gestão de riscos de IA

De acordo com a consultoria McKinsey, 63% dos executivos veem a IA generativa como uma alta prioridade. Apesar disso, 91% deles não se sentem preparados para implementá-la de maneira responsável. 

Essa enorme lacuna entre ambição e preparação deixa clara a necessidade urgente de se criar frameworks estruturados de governança para tirar proveito máximo do potencial da Inteligência Artificial. 

O desafio da governança começa pela alta direção: 31% dos conselhos de diretores ainda não colocaram a IA na sua agenda formal, aponta a Deloitte. Além disso, 66% dos conselheiros admitem ter conhecimento limitado ou zero experiência com IA, relevando um déficit de conhecimento que precisa ser corrigido para se ter uma governança efetiva. 

Existe uma demanda clara pela aceleração desse cenário: 53% dos líderes acreditam que sua organização deve acelerar a adoção da IA, enquanto só 25% estão satisfeitos com o ritmo de adoção atual. Esse desejo de progresso deve ser equilibrado com uma governança deliberada para mitigar os riscos que acompanham a tecnologia

Olhando para o futuro, analistas da Gartner preveem que até 2027 a governança de IA se tornará um requisito obrigatório em todas as leis e regulamentações soberanas de IA em todo o mundo. Esse cenário regulatório mostra que a criação de um framework de governança não somente será a escolha mais ética a se tomar, mas também uma necessidade para organizações que buscam competitividade e compliance. 

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Por que a governança de IA é um assunto da alta direção? 

A governança de IA rapidamente deixou de ser uma preocupação técnica para se tornar um imperativo estratégico digno da atenção da diretoria. O seu escopo se estende por toda a organização, influenciando a sua reputação, sua resiliência financeira e até a viabilidade do seu negócio a longo prazo

A supervisão eficaz deixou da Inteligência Artificial não é mais algo opcional. Ela passou a ser um componente central da governança corporativa e da gestão de riscos moderna. 

Mitigação de riscos reputacionais, financeiros e legais 

Sistemas de IA sem governança podem perpetuar vieses, violar leis de privacidade ou produzir resultados falhos — mesmo que de maneira não intencional. Esses erros podem resultar em penalizações por violações regulatórios ou na perda da confiança dos seus clientes. 

No passado, falhas de governança de grande repercussão resultaram em multas multimilionárias e danos duradouros às marcas das empresas afetadas. É por isso que uma governança proativa deve definir os mecanismos de controle essenciais para identificar e mitigar esses riscos durante todo o ciclo de vida do sistema de IA. 

A implementação dos frameworks de monitoramento e conformidade faz com que as organizações evitem recalls, processos judiciais e a erosão da confiança dos stakeholders. 

Aceleração da inovação com confiança 

A pressão para adotar a Inteligência Artificial é enorme, com mais da metade dos líderes defendendo que as suas organizações devem acelerar o seu ritmo. Ainda assim, muitas empresas ainda são prejudicadas pela falta da gestão de riscos e de diretrizes claras. 

Essa incerteza pode atrapalhar a experimentação e atrasar a implementação de valiosas soluções impulsionadas por IA. Um framework de governança robusto proporciona uma fundação segura para a inovação rápida e responsável

Ao definir parâmetros claros e protocolos de segurança, você empodera suas equipes a experimentar com aplicações de IA de maneira mais confiante. 

Construir confiança com clientes e stakeholders 

A confiança dos clientes é uma das moedas mais valiosas na era digital. A implementação descuidada de ferramentas de IA pode fazer com que você perca essa boa vontade de maneira rápida. 

Clientes, funcionários e agências reguladoras estão exigindo cada vez mais transparência e garantias éticas em relação a como os sistemas automatizados são usados. Para lidar com essas preocupações, é necessário ter mecanismos de governança que garantam explicabilidade, justiça e prestação de contas

Demonstrar um comprometimento com essas preocupações vai fazer com que a sua organização tenha angarie mais confiança dos clientes, atraia colaboradores mais talentosos e tenha um melhor relacionamento com os órgãos regulatórios. 

Continue lendo: IA para criar processos e formulários será tendência em 2026 

Pilares da governança de IA corporativa 

Um framework robusto para governança da IA deve ser construído sobre pilares interconectados, que vão trabalhar juntos para garantir que os sistemas sejam geridos de forma consistente, responsável e alinhada aos valores do negócio. 

Esses pilares devem operar para além de ações pontuais, resultando numa supervisão genuína, confiável e coordenada. 

1. Princípios e políticas norteadoras 

O primeiro pilar começa na definição de um conjunto de princípios éticos, como equidade, responsabilização e transparência. Eles devem refletir os valores da organização e as expectativas da sociedade

Esses princípios devem nortear todas as iniciativas de IA, garantindo uma direção unificada desde o começo. A seguir, deve-se operacionalizá-los para que se tornem políticas concretas que guiam as ações diárias. 

Inclua diretrizes claras sobre uso de dados, desenvolvimento de modelos, processos de validação e cenários aceitáveis de implementação. Elas vão servir para trazer orientações práticas para as suas equipes. 

2. Estrutura de responsabilidade clara 

A governança efetiva requer uma atribuição inequívoca de responsabilidades, desde o conselho de diretores até a equipe de desenvolvimento. Enquanto a diretoria deve oferecer supervisão estratégica, um responsável dedicado ou um comitê deve assumir responsabilidade direta por coordenar a gestão de riscos e a aderência às políticas. 

Essa estrutura deve conter linhas claras de comunicação e poder decisório em relação às funções técnicas, de negócio e de risco. É necessário empoderar colaboradores dentro de funções específicas, como validadores de modelos, gerentes de governança de dados e profissionais de compliance. 

Ao incorporar pessoas através de todas as fases do ciclo de vida da IA, você evita lacunas na supervisão da tecnologia

3. Gestão do ciclo de vida dos modelos de IA 

A governança deve ser incorporada por todo o ciclo de vida do modelo, desde o design inicial até o desenvolvimento e a implantação. Esse processo também deve passar pelas fases de monitoramento e a desativação final

Para tanto, é preciso determinar processos padronizados para testagem rigorosa, validação e documentação de cada estágio. Por exemplo, é crítico que haja um monitoramento contínuo após a implantação, para que se detecte a degradação do modelo, desvios de desempenho ou consequências não intencionais. 

Existem ferramentas automatizadas para acompanhar a saúde do modelo ou acionar revisões, garantindo que os sistemas vão operar da maneira desejada. Essas estratégias darão a chance para que sua organização se adapte a mudanças nas condições ao longo do tempo. 

4. Transparência e explicabilidade 

Este pilar estabelece que os sistemas de IA não devem operar de maneira opaca, especialmente quando suas decisões impactam pessoas. As organizações devem buscar a explicabilidade técnica, utilizando métodos que permitam a desenvolvedores e auditores compreender como um modelo chega aos seus resultados. 

Além das equipes técnicas, deve haver um compromisso com a transparência para as partes interessadas, garantindo uma comunicação clara sobre quando e como a IA está sendo utilizada. Isso inclui a criação de canais para que os usuários questionem os resultados e recebam explicações significativas, contribuindo para a construção da confiança

5. Conformidade regulatória e padrões do setor 

Uma abordagem proativa envolve o monitoramento contínuo do cenário regulatório em evolução, incluindo estruturas como o EU AI Act e diretrizes específicas por setor. A conformidade deve ser integrada à fase de concepção, e não tratada como um checklist para ser feito depois. 

A adesão a padrões consolidados do setor e a frameworks de melhores práticas, como o NIST AI Risk Management Framework, oferece um roteiro reconhecido para a construção de sistemas confiáveis. Ao trabalhar a conformidade legal em conjunto com padrões voluntários, sua empresa se prepara para o futuro e demonstra liderança em IA responsável. 

Leia mais – ISO 42001: Tudo sobre a nova norma para Inteligência Artificial 

Como começar um programa de governança de IA na sua empresa 

Para lançar um programa de governança de Inteligência Artificial, você vai precisar de um planejamento metódico e do comprometimento de lideranças de diferenças áreas da empresa. É preciso ter o apoio da alta direção para garantir os recursos e a autoridade para a execução do programa

Depois disso, você precisa criar um roadmap claro que priorize ganhos rápidos para demonstrar o valor da iniciativa. Ao mesmo tempo, se preocupe em construir uma maturidade de longo prazo. 

Abaixo, vamos trazer os cinco passos para criar um programa de governança de IA na sua empresa: 

1. Avalie o estado atual e os riscos da sua empresa 

Comece conduzindo um inventário de todos os usos atuais e planejados de IA através de toda a empresa. Isso inclui tanto ferramentas quanto fontes de dados. Essa auditoria deve buscar projetos ocultos ou não divulgados, categorizando as aplicações por nível de risco e impacto no negócio: 

  • Catalogue todas as ferramentas de IA Generativa em uso (ex.: ChatGPT, Copilot, modelos customizados) 
  • Mapeie as fontes e fluxos de dados, anotando qualquer informação sensível ou regulada que esteja fluindo por lá 
  • Classifique os casos de uso com base no risco em potencial (ex.: alto risco, risco limitado, risco mínimo) 

Esta fase de descoberta é crucial para compreender o nível exposição da sua empresa e determinar uma linha de base. As informações que você encontrar serão úteis para avaliar o escopo do framework de governança e priorizar áreas que precisam de controle imediato. 

2. Defina um framework interno 

A seguir, é hora de escolher um framework já consolidado para indústria para servir como a sua referência central. Tome como base o trabalho que já foi feito no NIST AI Management Framework e no EU AI Act para acelerar o desenvolvimento da sua estrutura. Olhar para esses padrões também é um atalho para garantir que seu framework terá uma cobertura abrangente. 

3. Determine os responsáveis e a estrutura de governança 

Estabeleça uma estrutura clara de responsabilização ao definir funções estratégicas como patrocinador executivo, gerente de governança de IA e chefe do comitê multifuncional. Uma estrutura do tipo garante que você terá uma supervisão estratégica, ao mesmo tempo em que elimina os silos entre equipes de negócio, tecnologia, jurídico e compliance. 

Formalize os mandatos para essas atribuições, detalhando suas autoridades decisórios e linhas de comunicação formal. Integre essa estrutura com comitês já existentes, como os de conformidade e de risco. 

Com isso, você se aproveita dos processos atuais e evita criar trilhas de governança paralelas e desconexas. 

4. Implemente ferramentas e processos de monitoramento 

Promova a implementação de ferramentas que permitam supervisão contínua e automatizem as verificações de conformidade. Para ter uma governança efetiva, você precisa superar as revisões manuais e investir em soluções integradas e escaláveis. 

Uma solução de Governança, Risco e Compliance abrangente como o SoftExpert GRC pode servir como o sistema nervoso central do seu sistema de governança de IA.  

Em vez de implantar soluções pontuais e desconectadas para o monitoramento de modelos, o rastreamento de dados e a auditoria, uma plataforma integrada unifica todas essas funções: 

  • Monitoramento contínuo de processos e controles. O software permite implementar controles e automações para o acompanhamento contínuo de riscos, controles e fluxos de trabalho. Esses mecanismos possibilitam a realização de testes periódicos e a resposta a eventos por meio de regras e workflows configuráveis, apoiando a gestão contínua de riscos e conformidade.
  • Trilha de auditoria e gestão de documentos. A plataforma disponibiliza um repositório centralizado para documentos e registros, com controle de versões, histórico de auditoria e governança de conteúdos (GED/EDM). Essa abordagem facilita a rastreabilidade das informações, assegura a integridade dos registros e apoia a conformidade com normas e requisitos regulatórios.
  • Análise de dados integrada aos processos (Data Lab). O software oferece recursos de análise de dados, mineração de processos e previsão de indicadores, integrados aos fluxos de trabalho. Essas funcionalidades ajudam a identificar padrões, não conformidades e oportunidades de melhoria a partir dos dados operacionais.
  • Visibilidade executiva com dashboards em tempo real. A solução fornece dashboards interativos e relatórios em tempo real que consolidam indicadores de risco, status de controles e ações de mitigação. Essa visualização integrada contribui para que a liderança acompanhe a postura de governança e tome decisões estratégicas orientadas por dados. 

Ao implementar um sistema como esse, você garante que a sua governança será dinâmica e resiliente. Ele desloca o foco de auditorias manuais e retrospectivas para uma abordagem proativa de garantia contínua, mantendo a organização ágil e em conformidade à medida que os projetos da sua empresa evoluem. 

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5. Promova treinamentos para criar uma cultura de uso responsável da IA 

No final das contas, a governança depende das pessoas. Por isso, é essencial desenvolver e implementar programas de treinamento obrigatório direcionados para diferentes cargos. Isso inclui desde a conscientização geral dos colaboradores sobre o uso seguro das ferramentas até treinamentos técnicos aprofundados para desenvolvedores com foco em princípios de design ético. 

Tendências para o futuro da governança de IA 

O cenário da governança de IA está evoluindo de maneira rápida junto com a tecnologia que esse campo busca orientar e supervisionar. As organizações que querem olhar para o futuro devem se preparar para um panorama onde a governança é mais automatizada e integrada com outras funções corporativas — sendo moldadas por uma rede complexa de regulações globais. 

Ao se manter à frente dessas tendências, sua organização pode trabalhar com recursos de IA sustentáveis, confiáveis e resilientes. 

Automação da governança 

Para se ter uma a supervisão eficiente e escalável, é preciso investir na automação da de políticas diretamente no pipeline de desenvolvimento e implantação de IA. Essa abordagem incorpora regras de equidade, segurança e conformidade nas próprias ferramentas utilizadas pelos desenvolvedores. 

Essa decisão acaba por viabilizar verificações contínuas de conformidade e evitar gargalos manuais. De acordo com a Gartner, empresas que utilizam controles de AI Trust, Risk and Security Management (AI TRiSM) têm uma redução de 50% nas decisões equivocadas causadas por dados imprecisos. 

Trata-se de uma mudança que transforma a governança de um processo de auditoria periódica em uma função integrada e em tempo real. A automação será fundamental para gerenciar a escala e a complexidade dos futuros sistemas de IA, desde modelos fundacionais até a IA agêntica. 

Outras tendências de automação da governança incluem: 

  • Aplicação automatizada de políticas: regras pré-configuradas que analisam automaticamente o código e os modelos em busca de violações de políticas.
  • Monitoramento contínuo de conformidade: ferramentas integradas que fornecem dashboards em tempo real sobre a saúde dos modelos, métricas de viés e deriva de dados.
  • Fluxos de Trabalho autodocumentados: sistemas que geram automaticamente trilhas de auditoria e documentação como parte do processo padrão de desenvolvimento. 

Convergência entre segurança, privacidade e governança de IA 

Os silos que separam as equipes de segurança, privacidade de dados e governança de IA estão começando a se dissolver, impulsionados pelo reconhecimento de que os riscos da IA possuem múltiplas dimensões. Uma falha de governança pode se tornar simultaneamente uma violação de dados, uma infração de privacidade e um incidente de segurança. 

A Gartner prevê que, até 2027, o uso inadequado de IA generativa será responsável por mais de 40% das violações de dados relacionadas à IA, destacando essa interseção crítica. 

Essa convergência exige uma estratégia unificada e plataformas tecnológicas integradas que proporcionem uma visão holística do processo. Uma abordagem colaborativa garante que protocolos de segurança e princípios de IA ética sejam tratados em conjunto desde o início de qualquer projeto. 

Entre as tendências dessa convergência, podemos destacar: 

  • Visão unificada de risco: plataformas que avaliam o perfil de risco de um modelo de IA nas dimensões de segurança, privacidade e ética em uma única estrutura.
  • Medidas de controle integradas: salvaguardas como anonimização de dados e implantação segura de modelos, que cumprem a funções tanto de privacidade quanto de segurança.
  • Resposta integrada a incidentes: protocolos que abordam falhas técnicas, vazamentos de dados e danos éticos por meio de um plano de ação coordenado. 

Regulamentações globais em evolução 

O ambiente regulatório de IA está evoluindo de orientações teóricas para leis aplicáveis, com consequências significativas para a não conformidade. A já mencionada Lei de IA da União Europeia (AI Act) estabeleceu um precedente com sua abordagem baseada em risco e multas substanciais, e outras regiões estão rapidamente desenvolvendo seus próprios marcos regulatórios. 

Portanto, as organizações devem construir programas de governança adaptáveis que consigam navegar por um mosaico de requisitos regionais. A conformidade proativa se tornará uma importante vantagem sobre seus concorrentes — e ainda servirá para evitar sanções legais onerosas e facilitar o acesso aos mercados globais. 

Alguns destaques incluem: 

  • EU AI Act: uma regulamentação abrangente, estratificada por risco, com multas de até 7% do faturamento global. 
  • Abordagem setorial nos EUA: diretrizes federais emergentes e leis em nível estadual voltadas para usos específicos, como recrutamento (ex.: Colorado AI Act) e sistemas de decisão automatizados. 
  • Ásia-Pacífico: países como China, Singapura e Japão estão implementando suas próprias diretrizes e legislações para governança e ética em IA. 
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Governança de IA é o alicerce para um crescimento sustentável 

Em uma era marcada pelo avanço tecnológico acelerado, a governança de IA surgiu como o arcabouço crítico que separa o crescimento disruptivo de erros dispendiosos. Trata-se da disciplina essencial que transforma a IA de um passivo potencial em um motor confiável de inovação e geração de valor. 

Para construir essa base, é preciso ir além da conformidade para promover uma cultura em que a responsabilidade esteja incorporada a cada processo e decisão. Essa mudança cultural deve apoiada por princípios claros e ferramentas integradas, com o fim de capacitar as organizações a escalar suas ambições de IA com confiança e controle. 

O retorno estratégico é substancial: a governança proativa mitiga diretamente riscos financeiros, jurídicos e reputacionais, enquanto constrói uma confiança inestimável com clientes e partes interessadas. Em última análise, ela cria uma vantagem sustentável sobre o resto do mercado, permitindo que as organizações naveguem por regulamentações e expectativas de mercado em evolução com agilidade. 

Os dados são claros: com uma maioria significativa de líderes sentindo-se despreparados para a adoção responsável de IA, o momento para uma ação deliberada é agora. Ao estabelecer uma governança de IA robusta, você não está apenas gerenciando riscos, mas sim criando um alicerce indispensável para um crescimento sustentável pelos próximos anos

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FAQ – Perguntas frequentes sobre governança de IA 

Confira algumas das perguntas e respostas mais frequentes sobre governança de IA: 

1. Governança de IA é só uma questão de conformidade legal?

Não. Embora a conformidade com leis como o EU AI Act seja crucial, a governança abrange mais: é a prática de garantir que a IA seja ética, segura, alinhada aos valores do negócio e gerenciadora de riscos operacionais e reputacionais.

2. Minha empresa é pequena e usa apenas soluções prontas de IA. Preciso me preocupar com governança?

Sim. O uso de qualquer IA (como ChatGPT ou Copilot) cria riscos de dados, privacidade e resultados imprecisos. Governança básica define políticas de uso seguro, protege informações da empresa e mitiga riscos até mesmo de ferramentas terceirizadas.

3. Por onde começar se não temos expertise interna em IA?

Comece com uma avaliação de riscos: catalogue todas as ferramentas de IA em uso e os dados que acessam. Adote e adapte um framework público, como o NIST AI RMF, e considere treinamento básico para a equipe sobre uso responsável.

4. O que é um Comitê de Governança de IA e quem deve participar?

É um grupo multidisciplinar responsável por supervisionar a estratégia e os riscos de IA. Deve incluir líderes das áreas de Tecnologia, Negócios, Conformidade Legal, Segurança da Informação e Operações para garantir todas as perspectivas são consideradas.

5. Quais são as principais regulamentações de IA que uma empresa global deve observar?

O EU AI Act (UE) é a principal, aplicando-se a quem opera nos países do bloco. Empresas globais também devem monitorar regulamentos setoriais (ex.: financeiro) e leis estaduais emergentes nos EUA, como as do Colorado e Califórnia, que regulam usos específicos de IA.

6. Como medimos o sucesso de um programa de governança de IA?

Através de métricas como: redução de incidentes, velocidade de aprovação de novos projetos de IA, resultados positivos de auditorias e pesquisas de confiança com clientes e funcionários. O sucesso equilibra controle eficaz com agilidade de inovação.

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